Valor
Econômico debate em seminário o tema: Arbitragem e
Segurança
Consolidada do ponto de vista legal,
respaldada pelo Judiciário e bem recebida pelas empresas, a
arbitragem pavimentou o caminho do crescimento econômico trilhado
pelo país na última década e, com ajustes, pode facilitar os
grandes investimentos em infraestrutura e projetos ainda
necessários para o país, como aqueles previstos para a Copa do
Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Para Carlos Alberto Carmona*, em
termos de segurança jurídica, o Brasil conseguiu avançar um patamar
uma vez que o Poder Judiciário assegurou todos os meios
alternativos de solução de controversas, dando força à mediação,
conciliação e arbitragem.
(*Foto: Carlos Alberto Carmona, ao
microfone, discorre sobre o tema)
Historicamente, na medida em que
o país se tornou mais atuante no comércio internacional, aumentou a
pressão para a utilização da arbitragem na solução de conflitos,
contou o advogado Pedro Batista Martins.
O Brasil precisou atravessar um
período de amadurecimento para chegar ao ponto em que está em
relação à adoção da arbitragem. Mesmo depois da edição da lei
instituindo seu uso, foi necessário um processo de chancela do novo
procedimento nos tribunais, a criação de uma cultura favorável à
prática no meio empresarial e jurídico e a formação de quadros
especializados e experientes na área. O primeiro ponto, o apoio do
Judiciário, é considerado ainda hoje a pedra fundamental da
construção do novo regime de solução de
disputas.
O especialista do escritório Mattos
Filho observa que a disseminação da arbitragem no meio empresarial
traz uma maior qualidade nas decisões, e uma nova mentalidade para
o advogado especializado na área de contencioso. No Judiciário, as
disputas acabam prendendo-se a disputas formais secundárias –
as questões processuais -, muitas vezes determinantes no sucesso ou
no fracasso de uma causa. Na arbitragem, há menos formalidades
processuais e maior grau de aprofundamento no mérito, tanto pelo
tempo dedicado pelos árbitros, como pela especialização dos
profissionais em temas específicos.
No Pinheiro Neto Advogados, cerca de
75% dos contratos preparados para os clientes saem com cláusulas
arbitrais, número que sobe para 90% na área de fusões e
aquisições.
“O STJ assumiu a tarefa com
extraordinária felicidade, e vem proferindo decisões construtivas
favoráveis à arbitragem, entendendo que ela é necessária e
indispensável ao futuro do país”, afirma o professor Arnoldo
Wald.
”O Judiciário atua numa
ponta e na outra da arbitragem”, afirma o jurista Modesto
Carvalhosa. De um lado, diz Carvalhosa, os tribunais brasileiros
vêm garantindo a instauração da arbitragem, quando há compromisso
firmado entre os contratantes. De outro, o Judiciário vem
reconhecendo a validade das sentenças
arbitrais.
Em 15 anos de sua entrada em vigor, a
aplicação da Lei de Arbitragem no Brasil já atingiu padrões
internacionais e levou o país a ficar entre os cinco no mundo que
mais utilizam esse instituto, de acordo com a advogada Selma Maria
Ferreira Lemes, uma das coautoras da norma. Ela acredita que, por
ser um meio rápido de solução de conflitos, há grande expectativa
de que os números de arbitragem aumentem ainda mais no país,
principalmente considerando-se os grandes eventos esportivos que
serão realizados em 2014 e 2016.
Leia mais –
Fecema
Livros
Recomendados
Publicada
pela AGBOOK, divisão da Abril Cultural S/A, a obra
“Arbitragem: Caminhos e Descaminhos”
de João Alberto de Faria e Araújo,
pode ser adquirida pela internet acessando o link:
http://www.agbook.com.br/books/search?what=joao+alberto+de+faria&sort=sold&commit=BUSCA
A obra “Arbitragem nos Litígios Trabalhistas
Individuais” de Giordani Flenik, editada pela
Editora Insular, pode ser adquirida diretamente na CMAJ, pelo
telefone (47) 3025.4646 ou por e-mail: cmaj@cmaj.org.br
Comentários